domingo, 15 de junho de 2008

Painel 3: Diabetes Mellitus 2 (Naiara Galvao)



O Diabetes tipo 2, antigamente chamado de diabetes insulino-independente, caracteriza-se por resistência à insulina. O DM do tipo 2 possui, em sua base, 3 alterações fisiológicas: secreção reduzida de insulina, resistência periférica à insulina e produção hepática excessiva de glicose. Quando o organismo tem problema para usar a insulina adequadamente, as células não absorvem suficientemente açúcar do sangue. O resultado é uma alta na taxa de açúcar no sangue (hiperglicemia). A secreção de insulina aumenta no início em resposta à resistência a fim de manter a tolerância normal à glicose. Posteriormente, verifica-se uma deficiência leve ou moderada na secreção de insulina, causada pelo estresse nas células β do pâncreas. A resistência à insulina pode ser uma conseqüência da redução no número de receptores de insulina, de defeito na sinalização da PI3K(fosfatidil-inositol-3-quinase), o qual diminui a movimentação do GLUT4 para a membrana plasmática e/ou de níveis elevados de ácidos graxos livres.
A resistência à ação da insulina é invariavelmente encontrada em todo e qualquer paciente tanto a nível central (fígado) como a nível periférico (tecido adiposo e, sobretudo músculos). Os tecidos mais afetados pela resistência à insulina são o muscular, hepático e os adipócitos. A resistência à insulina a nível hepático se expressa por excessiva produção de glicose em jejum e redução na captação hepática de glicose no período absortivo. A resistência à insulina a nível periférico se traduz por redução na captação de glicose pelo músculo mesmo após exposição a níveis normais ou elevados de insulina. A insensibilidade tecidual à insulina cria a necessidade de graus crescentes de hiperinsulinemia, o que exige aumentos progressivos no débitos pancreático de insulina o que poderá (e freqüentemente o faz) levar à exaustão funcional das células beta. Sabe-se que o diabetes do tipo 2 possui um fator hereditário maior que no tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. É mais comum em adultos acima de 40 anos (pois o pâncreas pode não funcionar adequadamente, ou as células podem se tornar incapazes de usar a insulina produzida por ele), principalmente se estes estão acima do peso. Crianças e adolescentes acima do peso também podem ter este tipo de diabetes. Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas. O problema está na incapacidade de absorção das células musculares e adiposas.

Fatores de Risco:

  • Obesidade;
  • Histórico;
  • Idade;
  • Raça/etnia (afro-americanos, hispano-americanos, americanos nativos, islandeses do Pacífico, por exemplo);
  • Sedentarismo;
  • Fumar.

Principais Sintomas (relacionados ao excesso de glicose no sangue, hiperglicemia é tóxica):

  • Infecções freqüentes;
  • Alteração visual (visão embaçada);
  • Dificuldade na cicatrização de feridas;
  • Formigamento nos pés;
  • Furunculose;
  • Aumento na micção (poliúria);
  • Sede excessiva e ingestão de muito líquido;
  • Cansaço;
  • Perda de peso.

O diabetes é, antes de tudo, uma doença CATABÓLICA, ele diminui a energia de toda as funções humanas. Várias funções podem ser afetadas. Ela diminui o peso do indivíduo, altera a circulação sanguínea e reduz as defesas naturais contra infecções. O fumo potencializa as complicações da doença, estimula a liberação de hormônios capazes de causar a redução dos vasos sangüíneos, o que pode aumentar a pressão arterial, sobrecarregar a função do coração e agravar a insulino-resistência. “O fumo dificulta a ação da insulina na sua atividade hipoglicemiante”.Fumar contribui para um controle ineficiente da glicose no sangue, interferindo com o “timing”e efeitos da insulina. Também eleva o nível da glicose, o que também contribui para um pobre controle da diabetes.

SÍNDROME METABÓLICA


A síndrome metabólica e o diabetes tipo 2 aumentam o risco de doença coronariana, derrame cerebral e doença das artérias periféricas. A DM tipo 2 geralmente associada à Sídrome Metabólica ou Síndrome X, é um quadro onde ocorre: obesidade, resistência à insulina, hipertensão arterial, dislipdemia (níveis plasmáticos aumentados de trigliceróis e LDL-colesterol e reduzidos de HDL-colesterol.). É um transtorno complexo, caracterizada por um conjunto de fatores de risco cardiovasculares, relacionados com resistência à insulina e obesidade abdominal. É importante a da ênfase à associação da SM com doença cardiovascular.

  • Microalbuminúria: A presença de microalbuminúria, isto é, um aumento da excreção urinária de albumina acima do ideal, é um dos fatores associado à resistência insulínica, Síndrome Metabólica e doença cardiovascular (principal causa de morte em pacientes com diabetes do tipo 2).
  • Hiperuricemia: A hiperuricemia (ácido úrico elevado no sangue) está associado a pacientes com obesidade, diabetes, hipertensão e dislipidemia.
  • Obesidade: A obesidade, especialmente de distribuição abdominal, associa-se a fatores de risco cardiovasculares como: dislipidemia (alteração de colesterol e triglicérides), hipertensão arterial e Diabetes Mellitus tipo 2.

DIABETES GESTACIONAL


O diabetes gestacional é a alteração das taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto.

Fatores de Risco:

  • Idade acima de 25 anos;
  • Obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;
  • Deposição central excessiva de gordura corporal (gordura em excesso no tronco);
  • História familiar de diabetes em parentes de 1o grau;
  • Crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;

Hormônios: No período da gravidez, a placenta (órgão responsável pela nutrição do feto) produz algumas substâncias (hormônios) em grande quantidade. Embora imprescindíveis para o desenvolvimento do bebê, os hormônios criam resistência (dificuldade) à ação da insulina no organismo materno. Todas as mulheres grávidas têm algum grau de resistência insulínica, mas as mulheres com diabetes gestacional apresentam uma resistência mais exagerada.O diabetes gestacional costuma aparecer por volta da vigésima quarta semana de gravidez, exatamente quando a placenta começa a produzir grandes quantidades de hormônios. Por isso o rastreamento para o diabetes gestacional ocorre nesse período. O diabetes gestacional aumenta as chances de a mulher desenvolver o diabetes tipo 2 no futuro.
Hormônio lactogênio placentário humano: encontrado no plasma da gestante a partir da 4ª semana de gestação. Tem efeito lipolítico, aumenta a resistência materna à ação da insulina e estimula o pâncreas na secreção de insulina, ajudando no crescimento fetal, pois proporciona maior quantidade de glicose e de nutrientes para o feto em desenvolvimento.


DIABETES TIPO MODY
Diabetes de ínicio precoce (em geral antes dos 25 até os 55), o modo de transmissão é autossômico dominante, é caracterizado pelo defeito primário na secreção de insulina, é praticamente assintomático. Existem vários subtipos de diabetes tipo Mody, hoje são conhecidos seis genes responsáveis pelo desenvolvimento da doença, permitindo a sua classificação em seis subtipos distintos: MODY 1, MODY 2, MODY 3, MODY 4, MODY 5 e MODY 6.

Bibliografia:
http://www.policlin.com.br/drpoli/094/
http://members.tripod.com/drmiccoli/diabetes.htm
http://www.roche.pt/emagrecer/excessodepeso/doencas.cfm
http://www.diabetesnoscuidamos.com.br/conteudo.asp?id=3
http://virtual.epm.br/material/tis/curr-bio/trab2000/insulina/principal.htm

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